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Baixada Fluminense |
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O INSTITUTO E SEUS OBJETIVOS O IPAHB está situado juridicamente em Nilópolis, na Rua Professora Alayd de Souza Belém, nº 8, Centro. Seu campo de ação é em toda a Baixada Fluminense, entendido os municípios de Magé, Guapimirim, Duque de Caxias, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis, Mesquita, Nova Iguaçu, Queimados, Japeri e Paracambi, municípios que histórica e geograficamente formam a Baixada da Guanabara. O IPAHB, dentro dos objetivos que se propõe, inclui, o de resgatar a história, levantar o seu patrimônio e propor sua conservação, desenvolver cursos de cunho social educativo e abrir o debate de políticas urbanas ambientais e do turismo, através de cursos, conferências, debates e pesquisas que sirvam de apoio às políticas governamentais aos níveis local e regional. Daí a necessidade da discussão histórica das questões ambientais em uma Baixada que apresentava no século XVI 98% de cobertura vegetal e uma dezena de rios navegáveis. Hoje com o processo desordenado de ocupação, a Baixada vem apresentando condições desumanas, causadas sobretudo pelas questões de saneamento, tendo os vetores como a água, o ar, o solo, o lixo e o esgotamento sanitário como questões urbanas mais graves. Na abertura dessas discussões temos oferecido permanentemente um conjunto de ações integradas de cursos e palestras juntamente com a comunidade estudantil, comunidade de bairros, entidades e outros segmentos interessados. Assim atuando, acreditamos que estamos dando passos importantes na transformação do social em uma região que carece de informações e dados que façam avançar a consciência crítica do cidadão quanto à sua diversidade etnológica, histórica, geográfica e sociológica. Na consecução destes objetivos estamos desenvolvendo projetos que visam satisfazer aos anseios da população. REALIZAÇÕES Vencida a etapa da sensibilização, da credibilidade e da busca de informação através do acervo bibliográfico e iconográfico, partimos para a divulgação deste saber pelos seguintes instrumentos: -
Campanhas permanentes para doação de fotografias de interesse
da história; Outro importante trabalho tem sido a restauração do acervo bibliográfico com encadernação e reprodução de obras raras, como livros, plantas cartográficas e fotografias, já deterioradas com o tempo. Tal acervo tem servido permanentemente aos estudantes e estudiosos da história regional. A realidade é que hoje já encontramos estudantes de história, de geografia, de sociologia e de ciências sociais, desenvolvendo trabalho de pesquisa monográfica e até dissertação de mestrado. Do ponto de vista educacional, faz-se sentir o despertar da consciência histórica regional nas diversas camadas sociais e intelectuais, que lutam pela restauração e preservação do nosso patrimônio histórico. O
INSTITUTO E A PRODUÇÃO CULTURAL PÚBLICO BENEFICIADO O público alvo do Instituto tem sido sempre a população em geral, sem qualquer discriminação social ou de formação intelectual, no entanto, o interesse demonstrado e de afluência aos cursos, palestras e excursões tem sido o das categorias de profissionais já engajados em alguma atividade educacional ou não, porém que necessita de conhecimento sobre a Baixada
- Site o público atingido pela mídia eletrônica é
de aproximadamente 53 mil até o mês de fevereiro de 2006;
O ASPECTO MAIS INOVADOR O aspecto mais inovador foi o de despertar na mídia televisiva (Bom Dia Rio, RJTV, Globo News, Band e CNT), e na Imprensa Escrita, o interesse pelo passado desta micro-região. Este despertar tem produzido uma consciência crítica na população e de setores mais influentes da sociedade regional, proporcionando a multiplicação do saber histórico e geográfico. Acreditamos que a valorização dos aspectos culturais produzidos no cotidiano dos indivíduos na sua ação coletiva pode contribuir para o crescimento da auto-estima em uma região que comprovadamente sempre apresentou uma baixa estima muito grande, em principal nas populações de classe média e baixa. O morador da Baixada tinha vergonha de dizer que aqui morava, porém, esta realidade vem mudando. Conhecendo o seu passado e suas raízes o indivíduo torna-se cidadão, valoriza sua rua, seu bairro e sua cidade. Outro aspecto é o interesse pelo desenvolvimento da pesquisa sobre a baixada. Até 1996 havia sobre a região apenas duas dissertações de mestrado. Hoje há uma grande produção de trabalhos nos cursos de graduação e pós-graduação (ao nível de mestrado e doutorado), em principal nas questões da história e seu patrimônio, do meio ambiente, da educação, da criminalidade, da religiosidade, do folclore, da geografia e etc. Importante avanço neste aspecto foi o encontro promovido pelo IPAHB e PINBA na UERJ-FEBF em 09 de novembro de 2000 com a presença de 78 agentes culturais representando os mais diversos setores do universo cultural da Baixada Fluminense, tais como: Teatro, Música, Literatura, Folclore, Artesanato, Imprensa, Pesquisa Social, Ecologia, Artes Plásticas, etc, em torno da chamada inicial "Quem é quem no cenário cultural da Baixada Fluminense". Deste encontro nasceu a Carta Cultural da Baixada, documento que delineou as ações a serem seguidas pelos diversos grupos na busca da identidade cultural da região. Nesta carta ficou instituído o 30 de Abril como o dia da “Dia da Baixada Fluminense”. Resultado qualitativo e quantitativo: Reputamos pelo aspecto qualitativo como extremamente positivo as ações até o momento, desenvolvidas, cremos que temos muito a avançar, principalmente no que tange a participação do Poder Público na restauração, conservação e manutenção dos sítios históricos e ecológicos. Há na Baixada um considerável acervo que contribuirá em muito para o aumento da renda desta população, através do turismo ambiental e histórico. Se a restauração atende ao turismo, servirá muito mais ao crescimento deste povo na sua caminhada em busca da cidadania.
Quanto ao aspecto quantitativo entendemos que o crescimento de oferta
de serviços oferecidos pelo IPAHB deve ser proporcional aos seus
recursos materiais, financeiros e humanos. Se hoje atingimos o universo
de cerca de 80 mil indivíduos diretamente, quer pela mídia,
quer pela ação direta, estamos trabalhando no nosso limite,
não podemos perder qualidade no atendimento da demanda e no conteúdo
das informações que requer pesquisa, objetividade, comprometimento
e funcionabilidade. |