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Baixada Fluminense


MAGÉ

Caminho de Inhomirim
Vila de Estrela
Igreja Nossa Senhora da Piedade de Inhomirim
Igreja de São Nicolau do Suruí
Igreja Nossa Senhora da Guia de Pacobaíba
Capela de São Francisco de Croará
Porto de Piedade
Igreja Matriz Nossa Senhora da Piedade
Fazenda da Mandioca
Fábrica de Pólvora da Estrela
Estrada de Ferro Barão de Mauá

 

Caminho de Inhomirim

Pelo Caminho de Inhomirim passava o ouro das Minas Gerais, a caminho do porto na Vila de Estrela, onde era embarcado para o Rio de Janeiro.

Por aqui também passaram os inconfidentes para o julgamento no Campo de Lampadosa.


Trecho próximo à Vila de Estrela.

Calçamento do trecho próximo à Vila de Estrela.


Trecho próximo à Fazenda da Mandioca.

Trecho próximo à Fazenda da Mandioca.

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Vila de Estrela

Importante Centro no Período do Ouro, cujo apogeu deu-se na segunda metade do século XVIII, onde encontramos a Casa das Três Portas, o Porto de Estrela e a Igreja de Nossa Senhora da Estrela dos Mares.

Casa das Três Portas
Na Casa das Três Portas funcionavam a Cadeia Pública (no andar térreo) e a Câmara (no andar de cima), criada a partir de 1846, quando o arraial foi elevado à categoria de Vila pelo Rei de Portugal.


Porto de Estrelas

Outrora próspero e movimentado, do Porto de Estrela só restam algumas poucas pedras do cais. O rio Inhomirim, à época com maior calado, foi o primeiro rio brasileiro a receber navegação à vapor.


Igreja de Nossa Senhora da Estrela dos Mares

A Igreja data de 1650, e estava em pé até início do século XX, onde foi construída com pedras da própria região, ligadas com uma mistura de óleo de baleia e mariscos. As pedras talhadas, como umbrais e pórticos, no entanto, eram importadas da Europa, pois este tipo de trabalho não era permitido na Colônia.

A imagem de Nossa Senhora da Estrela dos Mares, que aqui se encontrava, atualmente está na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade.


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Igreja Nossa Senhora da Piedade de Inhomirim

A Igreja data de 1754. A nave e a torre estão arruinadas, somente restando a capela-mor e um único espaço na sacristia, já que não há mais o piso do consistório.

Seu antigo programa seguia as características das igrejas matrizes da região, composto de nave, capela-mor e batistério, obedecendo as mesmas relações de proporções que lhe são peculiares.

A pouca altura da torre sugere uma construção marcada pela horizontalidade.

As ruínas das paredes da nave indicam a presença de seis altares laterais e um púlpito na lateral direita.

A Igreja fazia parte da Freguesia de Inhomirim, habitada por vários negociantes e frequentada pelos caminhantes da estrada Geral para a serra.

Nesta igreja foi batizado Luiz Alves de Lima e Silva, futuro Duque de Caxias.



Aspecto Geral das Ruínas - ao fundo, a capela-mor.



Torre do Campanário.


Paredes laterais da nave.


Paredes laterais da nave.


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Igreja de São Nicolau do Suruí

O nome original desta igreja, construída em 1710, era Nossa Senhora de Copacabana, cujo oratório encontra-se atualmente no forte de Copacabana.

Foi construída pela família Proença, próspera proprietária de terras que, ao contrário da tendência da época, que era o plantio da cana, dedicou-se ao cultivo da mandioca e produção de farinha.

Detalhes da Fachada

Detalhes da Fachada.



Detalhes da Fachada.



Pia Batismal.



Púlpito.


Imagem de Nossa Senhora.

 


Sacada.

 


Vista da sacada, com o rio Suruí.

 


Campanário.

 



Campanário.

 


Campanário.

 


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Igreja de Nossa Senhora da Guia de Pacobaíba

Mauá

A igreja encontra-se numa pequena elevação, com a fachada principal voltada para a Baía de Guanabara.

Na sua implantação, a igreja se destaca por ser a mais arrojada da região, ocupando quase toda a parte plana do terreno e apoiando-se em muros de contenção.

A edificação da igreja se situa em fins do século XVII e início do século XVIII. Consta que em 1699 ainda estava em construção.

 

Detalhes da Fachada.


Detalhes da Fachada

Detalhes da Fachada


Detalhes da Fachada.

 

Detalhe de túmulo.


Imagem de Nossa Senhora das Dores.
Como muitas imagens da época, tem olhos de vidro e cabelo humano.

 


Altar lateral em devoção a São Miguel Arcanjo.

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Capela de São Francisco de Croará

A Igreja data de 1754, também construída no período do ouro.

Como todas as igrejas da época que se encontravam próximas ao mar, foi construída com a fachada voltada para a baía de Guanabara.

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Porto de Piedade

É o mais belo dos portos de Magé, porém nunca teve grande importância econômica. Foi o ponto inicial da história de Magé, com a construção de uma capela no alto de um outeiro.

Quando esta ruiu, e com a paulatina mudança do vilarejo para onde atualmente é o centro do município, a capela foi transferida para a Matriz de Nossa Senhora de Piedade.

A cruz, no alto do outeiro, indica o local onde estava erguida a primeira capela de Magé.

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Igreja Matriz Nossa Senhora da Piedade

A igreja, fundada em 1750, veio a ser a sucessora da capela que havia ruído no outeiro do Porto de Piedade.


Aspecto da Fachada.


Detalhe da placa exposta na fachada.



Imagem de Nossa Senhora da Estrela dos Mares, outrora pertencente à Igreja de mesmo nome, na Vila de Estrela



Pia Batismal



Púlpito


Detalhes do interior da Igreja.



Detalhes do interior da Igreja.



Imagem de Nossa Senhora das Dores.


Imagem da Paixão de Cristo.

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Fazenda da Mandioca

A fazenda era propriedade de Grigory Ivanovitch Langsdorff, o Barão de Langsdorff, consul geral da Rússia no Brasil, e foi adquirida em 1816. O Barão tinha intenção de transformá-la numa Fazenda Modelo. Refratário à escravidão, substitue o trabalho escravo por trabalho assalariado, buscando imigrantes em sua terra natal, a Alemanha. Adepto da policultura - em detrimento da monocultura canavieira - canalizou rios, modernizou engenhos de farinha e milho e construiu fábricas e olarias. Na Fazenda da Mandioca mantinha uma valiosa biblioteca de História Natural, um museu de nossas fauna e flora e um bem cuidado Jardim Botânico. O sonho de Langsdorff começou a ruir quando os trabalhadores alemães, sem conseguir-se adaptar-se à nova terra, se revoltaram contra ele.

Em 1825, a Fazenda foi desapropriada e passou ao domínio da Imperial Fábrica de Pólvora (Fábrica de Pólvora da Estrela), começando aí a história de seu abandono.

 

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Fábrica de Pólvora da Estrela

A Fábrica de Pólvora da Estrela foi instalada nas terras das Fazendas Cordoaria, Mandioca e do Velasco, adquiridas em 1826 pela Corte a fim de receber a fábrica de pólvora então localizada na Lagoa Rodrigo de Freitas. O imperador D. Pedro I queria que a fábrica fosse transferida para um local com melhores condições, próxima a rios navegáveis e com abundância de água e madeira. A Fábrica abasteceu o Exército Imperial e os Aliados durante a Guerra do Paraguai, escoando sua produção pelo Porto de Estrela.

Após períodos de crise e reativação, entra em decadência profunda e é extinta em 1940, com o advento da pólvora química. Em 1977, passando por outro período de crescimento, passou ao comando da Indústria de Material Bélico do Brasil.

 

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Estrada de Ferro Barão de Mauá

Construída por Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, encantado com as ferrovias inglesas que acabra de visitar. O primeiro trecho da ferrovia foi inaugurado em 30 de abril de 1854, hoje considerado o "Dia da Baixada Fluminense". Antes disso, todo o transporte de mercadorias por terra era feito em lombo de animais.

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Fotos de Maria Conceição Rosa
permitida a reprodução desde que citada a autoria das mesmas.

Fontes Consultadas:

"Ferrovias na Baixada Fluminense" - Guilherme Peres - 2002 - IPAHB

"Sítios Históricos na Orla da Baía de Guanabara na Baixada Fluminense" - 2002 - IPAHB

"Igrejas e Freguesias" - Antonio Lacerda Meneses - 2002 - IPAHB

"O Barão e a Mandioca" - Armando Valente in "Roteiro Histórico de Duque de Caxias" - 2002 - IPAHB

"Fazenda da Cordoaria" - Gênesis Torres in "Roteiro Histórico de Duque de Caxias" - 2002 - IPAHB

Anotações de aulas do curso de História da Baixada Fluminense ministrado pelo IPAHB de agosto a novembro de 2002.

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